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A minha tia é uma baleia é construído
em volta do terrível segredo da jovem Tara que é abusada
sexualmente pelo pai. O segredo só é adivinhado pela sua
prima Ana a dois terços do livro, quando Ana vê um documentário
sobre o incesto na televisão e reconhece comportamentos de Tara.
O leitor segue os acontecimentos no livro sempre na perspectiva de Ana,
que é a narradora da história. O seu relacionamento com
Tara é problemático. Desde que Tara e os pais vieram viver
para perto de Ana no Cabo do Bacalhau na costa Atlântica dos Estados
Unidos, as duas primas são obrigadas a passar muito tempo juntas,
na escola, nas suas brincadeiras na praia e em casa dos pais e dos tios.
Não se dão muito bem e Ana espanta-se muitas vezes com os
estranhos comportamentos e opiniões de Tara. Apesar dos esforços
de Ana, Tara é frequentemente intratável, fechada, mal-humorada
e até má. Na escola tem maus resultados e parece sempre
distraída, para desespero da professora. Veste fatos de banho antiquados
em vez de biquínis, proíbe a Ana de olhar quando se despe,
quer apenas vestir t-shirts vermelhas porque vermelho quer dizer "pára",
colecciona garrafas de rolha que usa para deitar ao mar para mandar mensagens
- pedidos de socorro - para a Europa, etc. Piora ainda quando a sua mãe
morre. Afasta-se de Ana, passa dias inteiros sozinha nas dunas e não
fala com ninguém. Até ao dia em que um grupo de bocas-de-panela
- uma espécie de baleia - dá à costa. Ana e Tara
participam na operação de salvamento que é orientada
por uma bióloga especializada originária da Europa. A bióloga
interessa-se pelas duas primas que querem saber tudo acerca de baleias
e reconhece os comportamentos e atitudes da Tara porque viveu uma situação
semelhante na sua juventude. Mais tarde, pede às primas ajuda no
tratamento da pequena baleia Baby que perdeu a mãe. A experiência
muda o comportamento de Tara, que pela primeira vez consegue contar a
sua história e a seguir procura ajuda para o seu problema. |
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